jan 31

Homem que bate em mulher não é covarde é Bandido

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VDF 5Acreditem nosso município tem um grande número de denúncias, de homem que agridem mulheres, alguns destes agressores não tem um perfil típico, não usam armas e nem têm antecedentes de abuso, no outro extremo há o homens que desenvolveram um padrão crônico de agressão. Os espancamentos são constantes e eles parece sentirem pouco ou nenhum remorso. Muitos  destes agressores convivem normalmente em sociedade, exercem atividades em diversas áreas e são considerados verdadeiros lobos em pele de cordeiro. Alguns até ministram eventos religiosos.

Há vários fatores que talvez ajudem a explicar a violência contra a mulher praticada na sua maioria das vezes pelo marido, mas não a justificam. Em termos simples, bater no cônjuge ou em qualquer mulher é um grave delito, são considerados de maior potencial ofensivo e, portanto, as condenações não podem ser substituídas por medidas alternativas e, mesmo que o réu não responda a outro processo, as condenações com pena inferior a um ano também não podem deixar de ser aplicadas.

Em São João dos Patos especificamente o que se observa como fator motivador desta prática é a questão VDF 2cultural ou o chamado machismo, homem que se julgam proprietários e as mulheres suas propriedades, é comum a estes homens utilizarem a força e agressividade, por exemplo, muitos maridos, namorados, pais, irmãos, chefes e outros homens acham que têm o direito de impor suas opiniões e vontades às mulheres e, se contrariados, recorrem à agressão verbal e física.

Com base em construções culturais desse tipo, que vigoram há séculos, muitos ainda acham que os homens são ‘naturalmente superiores’ às mulheres, ou que eles podem mandar na vida e nos desejos delas, e que a única maneira de resolver um conflito é apelar para a violência.

Um problema que acontece com frequência é que os agressores, autorizados pela cultura de desigualdade entre homens e mulheres, não enxergam que cometeram uma violência e jogam a responsabilidade dos seus atos na vítima. 

Por que é tão difícil sair de uma relação violenta

Veja cinco fatores que, com frequência, corroboram para a manutenção da situação de violência por um período longo:

1) A discriminação contra as mulheres concorre não só para que a violência aconteça, mas para sua permanência.

2) O papel tradicional de mãe imposto às mulheres faz com que elas coloquem os filhos e o relacionamento do pai com os filhos em primeiro lugar.

IPG_VD_4Para além das questões objetivas, muitas vezes, a mulher acredita que, apesar das agressões, o parceiro é ‘um bom pai´, embora pesquisas demonstrem que a convivência com o ambiente violento também tem impactos negativos na saúde da criança (saiba mais).

Dos casos de violência registrados em 2014 pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 (Balanço 2014 do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (SPM-PR, 2015), 80% das vítimas tinham filhos, sendo que 64,35% deles presenciavam a violência,e 18,74% eram vítimas diretas juntamente com as mães.

 

3) A mulher é ameaçada de morte se acabar com a relação.

Segundo a pesquisa, 85% dos entrevistados concordam que as mulheres que denunciam seus agressores correm mais risco de serem assassinadas. E 92% concordam que, quando as agressões ocorrem com frequência, podem terminar em assassinato.

4) Ciclo de violência: ela acredita que ele vai melhorar.

5) Quando a mulher procura ajuda, é desencorajada.

O blog voltará a bordar este assunto outras vezes, com mais dados e informações pertinentes e com isso tentar conscientizar a sociedade sobre este problema tão grave que afetar sim as mulheres do nosso município.

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