“Hoje, sou eu, vocês, amanhã”, disparou Cunha em sessão do CCJ

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Eduardo Cunha compareceu na sessão da CCJ da Câmara que analisa o parecer do recurso que apresentou contra a sua cassação

Em sua defesa, Cunha disse que todos estão no mesmo barco que ele, já que muitos parlamentares estão sendo investigados pela Operação Lava Jato. E, por isso, devem absolvê-lo,

“Hoje, sou eu. É o efeito Orloff: Vocês, amanhã”,disse Cunha. “O que foi adotado com relação a mim é: a palavra do órgão acusador virou sentença transitado em julgado. Essa é a grande realidade. […] Na medida que queira antecipar ou usurpar a competência do STF, considerando acusação como sentença transitado em julgado, é processo político. Então garanto que nenhum dos 117 deputados e 30 senadores sobreviverão nesta casa e deverão todos serem cassados”, destacou.

Sem citar diretamente a Operação Lava Jato, Cunha e seu advogado Marcelo Nobre insistiram na tese de que os próximos poderão ser os demais parlamentares.

“Se nós queremos para nós um julgador isento, imparcial, nós devemos também querer para os outros. Isto é fundamental para todos aqueles que correm o risco de amanhã terem contra si um julgador parcial e não isento”, afirmou Marcelo Nobre.

Cunha disse que os parlamentares alvos de inquérito ou de ação penal não “sobreviverão” e serão cassados se a palavra da acusação for considerada como sentença. De acordo com ele, atualmente 117 deputados e 30 senadores respondem a inquéritos.

Por meio da redes sociais, diversos parlamentares comentaram o discurso de Cunha. O deputado federal Rubens Pereira Jr. (PCdoB-MA), que integra a CCJ, as afirmações do advogado de Cunha sobre o mérito da cassação foram perda de tempo “CCJ se atém aos aspectos constitucionais, legais e regimentais”, disse.

A CCJ tentará votar ainda nesta terça-feira (12) o parecer em que o relator do caso, deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), recomenda a anulação da votação final do Conselho de Ética, favorecendo Cunha.

Se o relatório de Fonseca for aprovado, a votação do Conselho de Ética terá de ser refeita. Se for rejeitado, o pedido de cassação de Eduardo Cunha seguirá para votação definitiva no Plenário da Câmara.

Do Portal Vermelho, com informações de agências

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