Deputados aprovam seguimento do impeachment e nada mudou

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Briga entre Eduardo Cunha e Dilma Rousseff chega a seu ápice ANDRÉ DUSEK/Estadão ConteúdoOntem segunda-feira, dia 18 de abril de 2016, acordei e olhei pela janela para ver como estaria o dia, quais mudanças aquele dia me traria, que boas novas viriam ao meu encontro em um dia tão especial, o que as pessoas estariam pensando ou fazendo naquele momento, que rumos nossas vidas seguiriam a partir daquela manhã ?

Assim, esperei boas novas daquele dia, afinal, havia sido prometido que a partir daquele dia, tudo mudaria, acabaríamos com a corrupção, com a miséria, a crise a partir dali não existiria mais e pasmem Deus abençoaria nosso país a partir daquele dia, para sempre, nem os pecados mais resistiriam, tudo advindo de uma única palavra: “SIM”.

Como por encanto ou mágica, todos os problemas do país findariam a partir dali, não haveriam mais gestores e parlamentares usurpando os cofres públicos, os partidos políticos estariam todos purificados, sem processos judiciais, sem denúncias e ainda teríamos um Messias que milagrosamente salvaria o país do abismo, sendo que este, mais se parece um Judas, em busca das moedas de prata, trai e atrai os traidores, revestidos de heróis e santos.

Mas o que importa é dizer sim, ai tudo estará resolvido, dólar vai se desvalorizar, petróleo ficará mais barato, impostos baixarão, escolas serão levantadas, professores serão valorizados, o SUS atenderá dignamente o cidadão, não haverão mais assaltos e sequestros, todos terão moradias,  agua, luz, saneamento básico…engano…engano…engano, doce engano.

Não há Messias que fará este milagre aqui na terra e nem todos os problemas se resolverão com o impeachment da presidenta, se fosse assim, depois do impeachment de Fernando Collor de Melo, não teríamos tantas denúncias de corrupção contra políticos e depois de 1992, me parece que nem a mentalidade do povo mudou, que insiste em eleger os mesmos corruptos, sem alternância de poder, com raras exceções.

O que mudou em 3 meses de mandato? Os corruptos são os mesmos, alguns também reeleitos pelo voto direto, universal e periódico pela maioria desse povo que tenta expulsá-los agora. O que se passa com a População brasileira? Necessitam de óculos especiais? Querendo eu empresto os meus nas próximas eleições, pois, quem não conseguiu ver o que esses políticos eram antes das eleições estavam cegos (que me desculpem), mas todos, sem exceção, tinham dizeres explícitos na testa. Votou quem quis.

Dilma foi eleita por uma maioria, 54 milhões, Michel Temer não é melhor que ela; e para os que ainda não sabem é ele que tomará o seu lugar em caso de impeachment, se ela foi corrupta no governo, ele, é igual ou mais.

O impeachment é um tipo de espantalho que aparece de vez em quando na política brasileira, mas dessa vez ele não tem muito significado. Se há um problema – e há um problema sério –, ele diz respeito a todos, não só à presidente. Mas não é com um impeachment da presidente que podemos fazer avançar alguma coisa“. Jean Hébrard.

Impeachment não é remédio nem para a crise econômica, nem para a impopularidade. A decisão do futuro do país  parece uma briga de torcida, uma a favor de Dilma e a outra contra o PT, o bem do país poucos pensam. Ninguém enxerga a porta de saída, nem na situação nem na oposição, e essa guerra impossibilita o bom senso e prejudica a solução da crise política que paralisa a economia.

Impeachment é um processo legal, logo, não é golpe. Mas é político. Portanto, sujeito a influências políticas, perspectivas de poder, e arranjos internos. Sujeito a negociações como moeda de troca por alguém estar sendo investigado pela Procuradoria ou STF. Ninguém acredita que os políticos que apoiam o impeachment da presidente Dilma o querem para melhorar a vida do povo, querem para benefício próprio, em troca de algo ou algum benefício.

Compreendemos essa hipocrisia na votação da câmara, deputados mais preocupados em aparecer na mídia, do que com a crise e o processo em si, ali percebemos os canalhas quem elegemos para nos representar, nada mais nítido do que a deputada Raquel Muniz, que pregou a honestidade do marido Ruy Muniz, prefeito de Montes Claros, e este no outro dia foi preso por várias denúncias de desvio de verbas.

Lembrando de Eduardo Cunha, o “condutor” do processo de impeachment, sendo este réu da operação lava jato, por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e desvios na Petrobras, ainda é visto como herói por alguns, que querem a queda do PT, não importa de que forma, isso é Brasil.

Espero por dias melhores e que a mudança venha, mas, de verdade, sem mágicas, sem ilusões, que esta atinja a todos, políticos e população, pois lembremos que somos nós que elegemos  nossos representantes, pelo menos, por enquanto.

 

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