Centrais sindicais marcam jornada de lutas contra a PEC 241 e outras propostas que retiram direitos

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Centrais sindicais marcam jornada de lutas contra a PEC 241 e outras propostas que retiram direitos

Barrar a aprovação da PEC 241/2016 e outras propostas que ameaçam direitos, como as reformas previdenciária e trabalhista, é o objetivo das centrais sindicais ao definirem um calendário unificado para os meses de outubro e novembro. As entidades, entre as quais a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, a CSP-Conlutas e a CUT, após amplo debate em reunião na quarta-feira (19), em São Paulo, aprovaram a jornada de lutas, que começa na semana que vem, quando deverá ser votada, em segundo turno, a PEC 241. De acordo com os dirigentes que estiveram no encontro, a unidade é fundamental para que as mobilizações continuem crescendo e fortalecendo a resistência da classe trabalhadora.

Inicialmente prevista para a segunda-feira (24/10), a votação da proposta foi adiada para a terça-feira (25), conforme anunciou ontem (20) o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Com o objetivo de impedir a aprovação final da matéria, que congela os investimentos em serviços públicos nos próximos 20 anos, as centrais aprovaram realizar uma grande mobilização na Câmara na própria segunda-feira, 24 de outubro. Representações de várias categorias, dos setores público e privado, abordarão deputados com os argumentos contrários à proposta, que, se aprovada, congelará os salários do funcionalismo público e precarizará, ainda mais, os serviços prestados à população, entre outros efeitos nocivos. Com o adiamento da votação em um dia, a mobilização deve se estender até a terça-feira. Além da agenda na Câmara, em várias capitais também serão realizados atos de ruas, construídos conjuntamente com as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular.

Em novembro, estão previstas duas datas de luta. No dia 11, haverá o Dia Nacional de Luta, quando diversas categorias promoverão atos e paralisações contra a agenda de retrocesso imposta pelo governo Temer.

Já no dia 25 de novembro, será realizado Dia Nacional de Greves e Paralisações, com a participação de um maior número de categorias num esforço de construir a greve geral.

Além das manifestações de ruas e paralisações nos dias 11 e 25, as centrais sindicais e suas entidades de base manterão uma agenda de mobilização permanente no Congresso Nacional, na tentativa de convencer os parlamentares a rejeitarem a PEC 241 e as reformas previdenciária e trabalhista, que deverão ser apresentadas em breve pelo governo de Michel Temer.

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